Mozer entra a vencer no comando técnico da Naval

Mozer não entrou com o pé direito, nem com o pé esquerdo: entrou com os dois pés. Através de um futebol impetuoso e cheio de ritmo, a Naval arrancou uma vitória preciosa. Tornou-se aliás a primeira equipa a vencer em Guimarães na qualidade de visitante. Melhor estreia era impossível, portanto.
Ora com isso ultrapassou um estigma do passado e ganhou ânimo para o futuro: já não ganhava há quatro meses e meio. Ganhou, por exemplo, onde Benfica e F.C. Porto não o conseguiram fazer. Com isso aproximou-se do penúltimo lugar e garantiu coragem na luta pela fuga à despromoção. Há uma nova Naval.
As inovações introduzidas por Mozer, nesta estreia como treinador principal na liga portuguesa, tornaram-se evidentes na figura de Manuel Curto. O médio formado no Benfica pouco contou para os dois treinadores anteriores, tinha feito apenas dezoito minutos na época, com o brasileiro porém tornou-se titular.
Com ele em campo, a Naval ganhou impulso, num futebol que nem sempre é bonito, mas também nunca é hesitante. Corre, esforça-se, faz balões, abusa dos lançamentos longos, ganha enfim vigor e força. Ganha também ritmo e intensidade. Foi a soma de todas essas virtudes que lhe permitiu vencer em Guimarães.
Perante um V. Guimarães que viveu sempre no limbo, capaz a qualquer altura de se tornar superior mas também sem inspiração para o ser a tempo inteiro, a capacidade de querer da Naval foi fundamental. Até porque a viragem na desvantagem chegou quando a equipa da Figueira da Foz estava reduzida a dez.
João Alves tinha feito um grande golo que valia a vantagem ao intervalo, no fim de uma primeira parte movimentada, com muitos remates e algum equilíbrio. Na segunda parte, Carlitos foi bem expulso após falta sobre Edgar e pareceu precipitar a sexta derrota consecutiva da Naval neste campeonato.
Puro engano: Mozer recuou o centro de gravidade da equipa com a troca de Bolívia por Gómis, mas deixou Marinho e Fábio Júnior na frente. Expos a fragilidade vimaranense e deu a volta ao resultado: Primeiro num penalty de Fábio Júnior por falta de Bruno Teles sobre Marinho e depois num golo do próprio Marinho.
Dois golos que surgiram em vinte minutos e viraram o jogo do avesso. O V. Guimarães acabou o jogo metido na área adversária, o banco da Naval rebentou em festa agarrado a Mozer e das bancadas surgiu contestação ao árbitro. Bruno Esteves não esteve isento de culpas, mas não foi por ele que o V. Guimarães perdeu.

www.maisfutebol.iol.pt

Comentários e pings estão fechados.

Comments are closed.

Criado por pombaldir.com Nenhuma parte deste site pode ser reproduzido sem a autorização do jornal "O Derbie" Sugestões e Criticas a este site: [email protected] ou 968 628 512 e 236 217 163