CP I Manutenção ficou mais complicada

Céu muito nublado,ausência de vento, períodos de chuva fraca e temperatura amena. Eram estas as condições meteorológicas para o Sertanense receber no seu relvado bem cuidado a equipa que viajou de Nogueira do Cravo, Oliveira do Hospital. Este jogo era de crucial importância para ambos os clubes. O Nogueirense, ganhando, como aconteceu, dava um passo enorme rumo à manutenção. Já para o Sertanense a derrota coloca-o em posição melindrosa no que à presença no Campeonato de Portugal na próxima época diz respeito.
As equipas entraram bem encaixadas, em estudo mútuo. Ao futebol mais “rendilhado” dos visitantes responderam os sertaginenses com um futebol mais vertical, procurando a sua referência atacante, Sunday. Mas foi a equipa do sopé da Estrela a dar o primeiro sinal de perigo. Outtara respondeu da melhor forma a um cruzamento do lado direito obrigando Rafa Santos a uma enorme defesa. Estavam jogados cinco minutos.
Os duelos no meio campo eram constantes, com muitas perdas de bola. Jogava-se longe das áreas. Sunday era o jogador mais solicitado da equipa da casa e aos 12 minutos consegue espaço para o remate que embateu num defesa. O remate de ressaca obrigou o guarda redes visitante a ceder canto. No contra golpe Octávio, dono de forte pontapé, disparou por cima.
Aos 17 minutos Sunday voltou a responder de cabeça a um cruzamento bem medido, vindo do lado direito. A cabeçada cruzou a linha de fundo ao lado da baliza. No minuto seguinte Kevin cortou de forma deficiente e Zito atirou por cima do travessão da baliza de Rafa.
Na resposta Sócrates chegou atrasado a um cruzamento bem medido e o lance perdeu-se.
Após novo período de adormecimento, um livre direto para os da casa, aos 24 minutos, levou perigo. O guarda redes Luís Pedro conseguiu parar o remate de Tito Júnior.
Responderam os nogueirenses com uma jogada bem delineada. Em triangulações descobriram o caminho para o remate de Milton. O remate passou longe da baliza de Rafa Santos.
Pouco depois o Nogueirense conseguiu arrancar um cruzamento do lado esquerdo e Miguel Cunha, com uma abordagem deficiente ao lance, introduziu o esférico na própria baliza. Corria o 27º minuto da partida.
Tentaram os pupilos de Hugo Martins responder à adversidade mas os adversários deram poucas hipóteses. O jogo voltou a animar já perto do intervalo.
No tempo limite para o intervalo mais um cruzamento à procura da cabeça de Sunday foi interrompido por uma entrada faltosa de Kaique levando o árbitro João Pereira a apontar a marca dos onze metros. Daí Sunday ainda permitiu a defesa de Luís Pedro acabando o esférico por se aninhar nas redes, restabelecendo a igualdade no marcador.
Foi o último lance do primeiro tempo e foi sob forte contestação dos forasteiros que o árbitro se dirigiu para os balneários. Empate aceitável num jogo nem sempre bem jogado.
Nenhuma das equipas estava confortável com o empate e esperava-se uma reentrada em campo em força. Hugo Martins deixou Sócrates a descansar e lançou Martim Luther King na frente de ataque ao lado de Sunday. O primeiro sinal de perigo veio dos forasteiros. Aos 51 minutos Outtara rematou forte à entrada da área mas o esférico passou ao lado do alvo.
Pouco depois o venezuelano Homero Cálderon imitou-o do outro lado do campo com o mesmo resultado.
Em cima do quarto de hora do segundo tempo Rafa Santos teve de se aplicar, a punhos, para travar um livre bem executado. Voltaria a brilhar pouco depois ao parar remate de meia distância de Milton. Estava melhor o Nogueirense e aos 63 minutos Octávio brindou-nos com uma “pérola”. Do meio campo ensaiou um fortíssimo remate e bateu Rafa Santos num golo espetacular.
Com os visitantes na frente do marcador o Sertanense mexeu no xadrez, alargou a frente de ataque e saiu atrás do prejuízo. Aos 66 minutos Miguel Cunha, em tarde infeliz, perdeu a bola em zona proibida e Douglas arrancou direito a Rafa Santos. O guarda redes, atento, defendeu com classe. A resposta sertaginense surgiu num passe esticado para dentro da área onde Batista chegou atrasado, gorando-se a oportunidade.
Com o árbitro a conceder cinco minutos de compensação o Sertanense preparou-se para dar o que restava de força física e anímica. Mas foi o Nogueirense que esteve mais perto de ampliar a vantagem. Com o jogo completamente “partido”, um passe em profundidade para Douglas obrigou Rafa a aplicar-se para chegar primeiro.
Com o tempo esgotado assistiu-se a uma cena surreal. O treinador João Pires ia gerindo as substitiuções e preparava-se para lançar o francês Fofana no lugar de Outtara. Autorizada a substituição este terá dito algo desagradável ao árbitro da partida vendo o amarelo. Em segundos viu o segundo amarelo, e saiu mas sem que se consumasse a substituição.
O jogo terminou pouco depois com uma vitória justa de quem soube aproveitar os erros e as oportunidades. O Sertanense fica em “maus lençóis” para se manter no campeonato de Portugal.
Arbitragem com um critério estranho em termos disciplinares. Mostrou cartões apenas aos visitantes enquanto fez vista grossa em faltas idênticas cometidas pelos jogadores da Sertã. Bem na grande penalidade para o Sertanense. Sem influência no resultado.

MEDIOTEJO.NET

Campo de Jogos Dr. Marques dos Santos

SERTANENSE 1
Rafa Santos, Tiago Correia, Kevin, Batista, Sunday, Miguel Cunha (Salinas), Celsinho, Homero, Tito Júnior, Sócrates (Martim Luther King) e Jahfort (Idé Colubali).
Suplentes não utilizados: Miguel Assunção, Davou, Felício e Barbosa.
Treinador: Hugo Martins.

NOGUEIRENSE 2
Luís Pedro, Antohny, Demathê, Luís Henrique, Álvaro Milhazes, Douglas, Octávio (Miguel), Zito, Outtara, Milton (Fábio) e Kaique.
Suplentes não utilizados: Gonçalo, Jota, Thiago, Fofana e Mário Jorge.
Treinador: João Pires.

GOLOS: Sunday (Sertanense , g.p.), Miguel Cunha (autogolo) e Octávio (Nogueirense).

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
João Pereira, Roberto Santos e Tiago Cabral (AF Porto).

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