“O clube tem muita qualidade humana e a formação é a prova disso”

O novo técnico do Ginásio explicou ao REGIÃO DE CISTER a mudança do Beneditense para os azuis. Falou sobre as expectativas para esta época, alerta os adeptos para as dificuldades da nova temporada e promete que a ambição vai ser grande.

REGIÃO DE CISTER (RC) > Quais foram as razões que o levaram o trocar o Beneditense pelo Ginásio?
Leandro Santos (LS) > Não se pode dizer que tenha sido uma troca. Eu decidi aceitar o convite do Ginásio, porque já tinha decidido que não ficaria no Beneditense. Já tinha feito três anos e meio como treinador principal na Benedita e tinha chegado ao ponto que entendia ser a melhor altura para sair e tentar deixar aquela casa para outras pessoas explorarem.

RC > Esteve três épocas no Beneditense, teve a melhor média de vitórias dos treinadores do clube na última década e ganhou dois títulos. Espera fazer igualar o registo ou até fazer melhor?
LS > É natural que como treinador espere sempre ganhar títulos, ter mais vitórias, superar os registos das épocas anteriores. Mas isso, continuando no Beneditense, era o que tentaria sempre fazer. Em Alcobaça não foge à regra: novo desafio, casa nova, jogadores novos. Vou ter mais dificuldades como é óbvio, porque há aquela fase de adaptação. Mas vou tentar trazer bons resultados para este clube e, não o digo que o consiga de caras, mas posso garantir que vou tentar dar um título ao clube.

RC > O novo presidente do Ginásio, em entrevista ao Região de Cister, afirmou que, devido à situação financeira, o investimento na equipa sénior vai ser menor. Mesmo assim sente que vai ter uma equipa competente e capaz de lutar por títulos?
LS > O clube tem muita qualidade humana e a formação é a prova disso. É natural que a Direção veja isso e que queira aproveitar os jogadores para o futebol sénior. Vai ser um processo mais difícil, porque o campeonato da Divisão de Honra já é um campeonato com jogadores de grande qualidade e que têm valor para andar em campeonatos mais acima, e estes miúdos que sobem agora dos juniores vão apanhar equipas com grande andamento e é normal que sintam algumas dificuldades. Mas têm qualidade, têm a minha confiança, vamos trabalhar sério e tudo é possível. Vamos criar um grupo unido, forte e com ambição. Temos que aproveitar a ambição destes jovens que querem mostrar serviço, muitos deles pensam em jogar em divisões mais acima e o Ginásio pode ser uma rampa de lançamento. Basicamente foi isso que a Direção me pediu: para aproveitar os jogadores da formação do clube para criar uma equipa com mais jogadores da zona para voltar a trazer mais adeptos ao Estádio e criar aquele ambiente de bairrismo. Para que se sinta que os jogadores da formação são aproveitados. O clube tem cerca de 270 atletas nas camadas jovens e depois chegava-se aos seniores e não se via tantos atletas da formação como a direção deseja.

RC > Já foram anunciados alguns nomes do plantel da próxima época. A base são jogadores da formação, algumas renovações, alguns regressos, algumas subidas dos juniores e também trouxe consigo três jogadores da Benedita. O plantel está fechado?
LS > O plantel não está fechado e possivelmente só estará fechado depois da 1.ª ou 2.ª semana de pré-época, porque o clube, infelizmente, teve muitas saídas e não é fácil de um momento para o outro arranjarmos 16 ou 17 jogadores para fazer um plantel. Há muitos clubes à volta, com condições financeiras mais atrativas. No entender de muitos jogadores os valores que o Ginásio definiu para esta época não estão de acordo com o valor deles e não está a ser fácil formar plantel. Enquanto nos anos anteriores teve que se ir buscar três ou quatro jogadores porque o grosso do plantel ficou, este ano foi ao contrário. Ficaram quatro ou cinco jogadores, e temos que formar um grupo novo. Mas é algo que também me dá motivação, formar um plantel praticamente novo, forte e unido, e que depois ao domingo as coisas saiam devido a essa união, a essa entrega, a essa vontade de estar cá e de mostrar qualidade. É aí que vou tentar agarrar e formar um grupo unido e forte.

RC > Em termos de lugar na tabela classificativa, onde colocaria as suas “fichas”?
LS > Já no Beneditense abordei esse tipo de questões da seguinte forma, e aqui vou fazê-lo igualzinho: jogo a jogo, mas sempre com uma coisa definida, dignificar a camisola do Ginásio em qualquer campo. Os adeptos estão habituados a ver o clube lá em cima, nos primeiros lugares, mas este ano vão ter de perceber que é um ano de mudança. Estes miúdos precisam de ganhar o dito “calo” deste campeonato. Estamos a construir uma equipa para que, daqui a uns anos, consigamos atacar uma subida de divisão com uma base de jogadores da prata da casa.

RC > Foi adjunto no Ginásio e agora volta como técnico principal. Como é a sensação de voltar a casa?
LS > A sensação de voltar a casa é boa. Joguei aqui desde infantil, fiz aqui praticamente a minha carreira futebolística toda, fui aqui campeão distrital como jogador em sénior, fui coordenador, fui treinador das camadas jovens, fui adjunto dos seniores, faltava-me ser treinador dos seniores, e vou consegui-lo esta época. É com orgulho, com vontade de mostrar serviço, é a minha terra, é o clube onde eu nasci, estou super satisfeito e cheio de vontade para este desafio.

RC > Quem elege como favoritos a vencer o campeonato?
LS > Pelo que tenho lido, o grande candidato será o Marinhense. O plantel que eles estão a formar é um plantel para disputar o Campeonato de Portugal. Depois, num degrau mais abaixo, vêm GRAP, Marrazes, talvez o Beneditense, num lote em que gostaria de incluir o Ginásio

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