Descida inédita ao terceiro escalão obrigou a reformular o projeto e a ter alguma paciência, premiada agora. Ano de estreia na Liga 3 acabou com a Briosa a lutar pela salvação. Em 2023/24 os estudantes foram à fase de subida, onde só ganharam três jogos. Desempenho foi muito melhor em 2025/26.
Se Coimbra é uma cidade em festa, foi preciso aguentar quatro longos anos, com mais baixos do que altos, até a Briosa regressar aos campeonatos profissionais. Despromovida da II Liga em 2021/22 para um terceiro escalão que nunca o clube tinha disputado desde a fundação, em 1887, a época de estreia teve logo contornos dramáticos. A Académica teve três treinadores- Miguel Valença, Zé Nando e Tiago Moutinho, que selou a permanência – e um oitavo lugar, entre 12 participantes na primeira fase, o que atirou os estudantes para a fase de descida/permanência. Aí, demonstrou a regularidade que até então não tinha aparecido e, com quatro vitórias e um empate, em seis jornadas, conseguiu, com alguma tranquilidade, evitar o escândalo de descer ao Campeonato de Portugal.
Em 2023/24, com Tiago Moutinho ao leme durante toda a temporada, o entusiasmo cresceu. O primeiro lugar na série B abriu espaço para jogar a fase de subida, mas, no apuramento de campeão, um registo de 16 pontos em 14 rondas foi manifestamente insuficiente, e a Académica ficou longe de Felgueiras (24 pontos) e do campeão Alverca (30 pontos), que subiram à II Liga.
João Maia (O JOGO)

22 Maio 2026
o derbie
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