I CP I “Não podemos fazer marcha-atrás…”

O Oliveira do Hospital é um dos oito clubes apurados para a fase de subida do Campeonato de Portugal e conseguiu-o muito à custa de uma assinalável recuperação na segunda metade do campeonato, com dedo de Nilson Corrêa, antigo guarda-redes que se notabilizou na I Liga ao serviço do V. Guimarães e que assumiu os beirões em janeiro, após passagem por várias equipas no Brasil. Oito vitórias, quatro empates e somente uma derrota são os números do técnico brasileiro desde que se estreou nos bancos de um emblema luso, alavancando os oliveirenses para os lugares cimeiros, com destaque para os sete triunfos e dois empates nas últimas nove partidas. Agora, assegura, o caminho só pode ser pensar em regressar à Liga 3, de onde o Oliveira do Hospital desceu em 2024/25. “Não podemos fazer marcha-atrás. Todos têm a legitimidade de dizer que querem subir, e é claro que também o queremos. Não vai ser fácil, já comecei a estudar Louletano e Malveira [apurados da Série D] e o Sernache, que conhecemos melhor”, refere.

A recuperação efetuada faz com que a turma da Beira Alta entre na próxima fase com elevados índices de confiança. “Nos últimos 20 jogos, só tivemos uma derrota. O início foi turbulento, mas, a partir de certa altura, revelámos enorme consistência. Temos um grupo com um grande caráter e muito comprometido com o projeto”, sublinha. Nilson acha até que alguns jogadores “andam a mais” no CdP. “Têm qualidade para estarem num nível acima. É preciso sublinhar que esta equipa andou quase sempre a correr atrás e com a obrigatoriedade de vencer. Não podíamos falhar. E isso gerava uma pressão enorme. É mérito de todos”, destaca. “Fomo-nos progressivamente impondo e, a certa altura, éramos nós que já pressionávamos quem ia à frente. Tanto é que os adversários acabaram por perder pontos”, acrescenta.

João Maia (O JOGO)

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