
Estádio Municipal de Alcanena
Monsanto René; Ruas, Marçal, Filipe (cap.), e Daniel; João Martins (Figa, 84’), Moleiro e André Santos; Bruno, (Jamerson, 89’), Wagner, (Bá, 53’) e Ito Suplentes não utilizados: Nuno Martins, Oziel e Alexis Treinador: Vitor Alves
U. Serra Sérgio; Rui Costa, Marco Aurélio (cap.), (Freddy, 84’), Parracho e Sérginho; Nelson Rato, (Austine, 53’) Hugo Carvalho e Miguel Xavier; Pimenta, Pedro Mendes e Óscar, (Cepeda, 66’) Suplentes não utilizados: Nelson, Brites, Caveira e Fontes Treinador: Ricardo Moura
Disciplina: Amarelos: Ruas, 31’ e 51’; Moleiro, 37’; Hugo Carvalho, 48’; Figa, 53’; Óscar, 61; René, 89’; Austine, 90’ e Sérginho, 90+5’ Cartão vermelho directo, a Marçal, 45’ e Ruas por acumulação, aos 51’
Equipa de Arbitragem do Porto Árbitro: Raul Valega Árbitros assistentes: Fábio Castro e Bruno Rodrigues
Infelizmente estas coisas acontecem. Pelos primeiros 44 minutos, poucos ou ninguém podia adivinhar o que veio a acontecer a partir do minuto em que Raul Valega, decidiu expulsar Marçal, quando este e Pimenta chocaram a meio campo, tendo considerado que o defesa central do Monsanto agredira o seu adversário. Certo? Errado? Poucos foram, quer fora ou dentro do campo, a considerar haver razão para vermelho directo. O árbitro muito perto do lance decidiu-se pela expulsão e a partir daí o jogo acabou. Até ao intervalo e toda a segunda parte, foi o jogo do insulto e de tudo quanto não deveria ser um jogo de futebol. Mesmo considerando que houve excesso de rigor por parte do árbitro, nada nem ninguém deve actuar ou de presenciar o que se ouviu no estádio de Alcanena. No que diz respeito ao futebol concretamente, entrou melhor a equipa da casa, pois logo aos 2 minutos, Sérgio teve que se aplicar a fundo para não ser batido na sequência do primeiro canto do jogo. Foi o tónico para trinta minutos exibicionais da equipa de Vitor Alves de grande supremacia sobre uma União da Serra distante do que tem feito nos últimos jogos. Quando Pedro Mendes à passagem da meia hora, acertou meio na bola, meio na relva desperdiçando a melhor oportunidade de golo construída pelo ataque da equipa de Ricardo Moura, já o Monsanto tinha deixado o andamento dos 15, 20 minutos iniciais. Resultado certo ao intervalo, apesar da equipa do Monsanto ter tido mais algumas oportunidades de ter desfeiteado o atento guardião visitante. Como disse no início, a segunda parte foi condicionada de fora para dentro, já que os jogadores de ambas as equipas sempre se respeitaram. Com a expulsão de Ruas logo no início, por acumulação de amarelos, então é que todo ficou decidido. A União da Serra, nunca se entendeu a jogar contra nove e o Monsanto lutou até à exaustão para conseguir o empate. Conseguiu-o com todo o mérito, apesar de os jogadores visitantes terem desperdiçado oportunidades atrás de oportunidades, mas sempre mais com o coração do com a cabeça.
Os treinadores
Mais um jogo em que Ricardo Moura se mostrou incrédulo com o que acabara de presenciar. Entrando mal no jogo, a sua equipa só ,a partir dos 20 minutos, conseguiu suster a grande agressividade do seu adversário. Na segunda parte o Monsanto baixou muito a suas linhas, lutando muito pelo resultado. Tudo o que a sua equipa fez para vencer, esbarrou na defesa contrária. Vitor Alves, não calou a sua revolta pelo sucedido, com as expulsões dos seus jogadores. Uma injustiça! Pois considerou a segunda premeditada. Destacou a organização de jogo na primeira parte, onde foi grande a supremacia da sua equipa. Na segunda, foi solidária e os seus jogadores os valentões. O que aconteceu hoje, já aconteceu noutros jogos. Assim, o Monsanto exige mais respeito.
Virgílio Gordo
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