
O presidente da Câmara Municipal de Leiria, Raul Castro, revelou que estão a ser desenvolvidos contactos com várias colectividades para a utilização do Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, caso a União de Leiria SAD não aceite a proposta apresentada pelo autarquia para usufruir da infra-estrutura desportiva. Raul Castro reiterou o que tem vindo a afirmar nas últimas semanas, de que ainda “não existe acordo” com a União de Leiria SAD e que o prazo dado à administração unionista para se decidir sob a proposta apresentada expira no final deste mês. “Apresentámos uma proposta em Maio e ainda não obtivemos qualquer resposta. Têm até ao final do mês para decidir. Depois desta data não sei se vão jogar para os Pinheiros [Marrazes] ou para outro lugar”, ironizou o autarca, na reunião de câmara de anteontem, respondendo à questão do vereador do PSD, José Benzinho, que quis saber o ponto de situação do contrato entre a Leirisport e a União de Leiria SAD. Como ainda não existe acordo entre as partes, o plantel unionista está proibido de utilizar o relvado para treinar ou realizar encontros de carácter particular ou oficial. Segundo Raul Castro o clube está a utilizar, “a título excepcional”, alguns espaços do Estádio, designadamente os balneários e a zona onde estão guardados os equipamentos dos atletas. Esta informação prestada pelo autarca é confirmada pela Leirisport. Desde que expirou o contrato entre a empresa de capitais exclusivamente municipais e a União de Leiria SAD, no dia 17 de Maio, o clube ficou “impedido de utilizar o Estádio”, assegurou fonte da Leirisport.
Governo Civil“não tem saco azul” Na explicação que deu aos vereadores da oposição, Raul Castro esclareceu que a audiência com o governador civil, realizada no passado dia 19 de Julho, foi pedida pelo presidente do Conselho de Administração da União de Leiria SAD, João Bartolomeu, solicitando a sua presença. “Ainda hoje não sei o que é que fui fazer a essa reunião, porque o Governo Civil não tem um saco azul para resolver os problemas”, afirmou o autarca. O conflito institucional teve início após o dia 17 de Maio, quando o contrato entre a Leirisport e a União de Leiria SAD expirou. Os responsáveis pela empresa municipal asseguram que enviaram uma proposta para análise com vista à renovação do contrato e não obtiveram resposta por parte da Sociedade Anónima. João Bartolomeu referiu publicamente que não negociava com Leonel Pontes (administrador da Leirisport), ficando a mediação sob a alçada de Raul Castro, mesmo depois do dirigente unionista, ter anunciado, em conferência de imprensa, que as estruturas administrativa e directiva seriam deslocalizadas para Torres Novas. Esta possibilidade abortou e João Bartolomeu viu-se obrigado a recuar na decisão, embora tenha assegurado, na conferência de imprensa do passado mês de Junho, que a saída do plantel para outro concelho, “desta vez não é bluff’. Posteriormente o presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, António Rodrigues rejeitou a vontade do dirigente unionista em jogar na cidade ribatejana. Algumas semanas depois, o presidente do clube e administrador da SAD, Mário Cruz, anunciou que a equipa vai jogar no Estádio Municipal “mesmo que não haja acordo”.
Mário Pinto (www.diarioleiria.pt)
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